/ Apr 04, 2025

Após anúncio do BRB, banco Master diminui taxa de CDBs – 02/04/2025 – Mercado

O Banco Master anunciou nesta quarta-feira (2) a redução nas taxas pagas em seus CDBs (Certificados de Depósito Bancário). Segundo a instituição, a redução vem após o acordo para a venda de 58% da instituição para o BRB (Banco Regional de Brasília), divulgado na última sexta (28).

O banco informou que foram reduzidas as taxas de todos os prazos dos CDBs prefixados em 0,3 ponto percentual.

No CDB com prazo de 30 dias corridos, a taxa anual prefixada passou de 14,2% para 13,9%. No CDB de 60 dias, houve diminuição de 14,4% para 14,1%; e em 90 dias, de 14,5% para 14,2%.

Já quanto aos pós-fixados o Master, o diz que reduziu em três pontos percentuais do CDI na maioria dos prazos, sem esclarecer quais.

A instituição, porém, citou que o CDB pós-fixado de um ano foi de 110% para 107% e o pós-fixado de dois anos, de 114% para 111%.

O Master também disse que o volume de captação via CDBs registrou um crescimento desde o anúncio do negócio com o BRB, sem maiores detalhes.

O Master, de Daniel Vorcaro, acelerou o crescimento nos últimos anos com uma estratégia considerada agressiva. Ofereceu CDBs a taxas que chegaram a 140% do CDI (Certificado de Depósito Interbancário), enquanto o mercado mal encosta em 100%.

No mercado financeiro, geralmente, quanto mais risco, maior o retorno do investimento ou da operação.

Os CDBs são garantidos pelo FGC (Fundo Garantidor de Crédito), e, caso o Master venha a falir, isso consumiria quase metade do fundo.

Segundo o último balanço do FGC, de junho de 2024, o fundo tinha R$ 107,8 bilhões disponíveis para arcar com eventuais calotes de instituições financeiras. No mesmo período, o total de depósitos a prazo do Master somava R$ 45,6 bilhões, de acordo com dados do Banco Central, o equivalente a 42% do fundo.

O percentual pode ser ainda maior, considerando os valores emitidos pelas controladas do Master. Um deles, o Will Bank, por exemplo, somava R$ 5,7 bilhões em depósitos a prazo no meio do ano passado. Neste caso, o conglomerado poderia consumir mais de 47,5% do FGC.

AQUISIÇÃO É INVESTIGADA

O Ministério Público do Distrito Federal abriu, nesta terça-feira (1º), um inquérito civil para investigar a aquisição de parte do Banco Master pelo BRB, instituição cujo maior acionista é o governo distrital.

O caso ficará sob a responsabilidade da Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público e Social, que irá apurar as circunstâncias da compra e venda de ações na operação.

Além dessa apuração, o Ministério Público de Contas do DF, que atua em casos sob apreciação do Tribunal de Contas do Distrito Federal, também abriu uma investigação sobre o tema.

A Procuradoria de Contas solicitou formalmente ao BRB informações e acesso à íntegra do processo administrativo da aquisição, com o objetivo de apurar se a operação foi regular.

“A investigação está em andamento, sob sigilo, e está sendo conduzida pelo gabinete da 1ª Procuradoria”, diz o órgão, em nota.

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